Publicado em: segunda-feira, 29/10/2012

WikiLeaks mostra documentos com abusos do governo norte-americano em detentos pós 11 de setembro

WikiLeaks mostra documentos com abusos do governo norte-americano em detentos pós 11 de setembroNa última quinta-feira (25) o site WikiLeaks publicou o início do que afirma ser mais de 100 arquivos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos demonstrando como eram as políticas de prisão do Exército Americano tanto no Iraque quanto na Baía de Guantánamo, nos anos após o 11 de Setembro.

O WikiLeaks divulgou um comunicado em que critica abusos cometidos pelo exército e que estão impunes, e fez o pedido para que ativistas de direitos humanos utilizem documentos para fazer a investigação do que deminou como políticas de irresponsabilidade.

A prisão do fundador do site, Julian Assange, também foi citada de maneira velada, afirmando que pessoas podem ser presas apenas conforme o Departamento de Defesa dos EUA acha justo e dizem que há um estado de exceção nos Estados Unidos, uma década após. A porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Londres informou que não comentaria o tema de maneira imediata.

No mês de janeiro, Navi Pillay, chefe de direitos humanos da ONU, afirmou que os Estados Unidos estavam realizando detenções em Guantánamo de maneira arbitrária e sem uma definição clara, o que é um desrespeito a lei internacional.

Logo após o 11 de setembro, George W. Bush, presidente dos EUA no período, fez um campo para detenções na base naval norte-americana de Guantánamo. De todos os 779 homens que estavam detidos lá, 167 continuavam presos até setembro deste ano.

Os documentos que o WikiLeaks afirmou ter para divulgar se relacionam com o formato dos interrogatórios aos detidos, e eles afirmam que não havia violência física direta, porém é dito que estes documentos apontam que havia uma maneira de que os preso ficassem aterrorizados nos interrogatórios, juntos com a destruição destes interrogatórios, o que levava a abusos devido à impunidade.