Publicado em: segunda-feira, 05/09/2011

WikiLeaks e The Guardian disponibilizam 250 mil mensagens confidenciais do governo americano na internet

Cerca de 250 mil mensagens secretas obtidas pelo site WikiLeaks, sob coordenação de Julian Assange, foram divulgadas na sexta-feira (02) na internet. As mensagens são de caráter diplomático e eram confidenciais. Antes da decisão oficial, o material já havia sido divulgado por descuido de um repórter do jornal The Guardian, David Leigh, e outro do próprio site que coleta tais informações sigilosas, de acordo com o diário alemão “Der Spiegel”.

Em publicação divulgada pelo Twitter oficial do WikiLeaks, Assange afirma que “no total, 251.287 telegramas das embaixadas americanas foram postados num formato que permite fazer buscas”. O repórter do Guardian já publicou um livro sobre a sua relação com Assange e sobre o site, sendo que uma das informações contidas na publicação conta como foi o dia em que o criador do WikiLeaks passou a senha de acesso ao arquivo confidencial.

Porém, a polêmica surge ao lembrar que diversas das mensagens obtidas pelo WikiLeaks contém informações pessoais sobre fontes que poderiam correr risco de vida uma vez que tais informações se tornassem públicas. Por isso, os jornais e o site sempre trabalharam em conjunto para que nenhum dado fosse publicado de maneira inadequada.

Para Assange e a equipe do WikiLeaks, a culpa do vazamento das mensagens é do jornal britânico, pois Leigh teria publicado a senha de Assange no seu livro. Ao mesmo tempo, o Guardian, junto ao New York Times, El País e Der Spiegel, repudiaram a disponibilização das informações na internet por “colocar fontes em risco”.