Publicado em: quinta-feira, 30/08/2012

Votação no Supremo condena João Paulo por corrupção passiva e peculato

Votação no Supremo condena João Paulo por corrupção passiva e peculatoOntem foi o voto do décimo ministro no julgamento da Ação Penal 470, conhecido como mensalão. Ontem Celso de Melo condenou o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e peculato. Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) João Paulo foi considerado culpado por oito deles. Ainda falta o último voto que será proferido hoje, quinta-feira pelo presidente da Corte, Carlos Ayres Britto. Melo acompanhou o voto do ministro-relator, Joaquim Barbosa também ao condenar o publicitário Marcos Valério e também os ex-sócios, todos por corrupção ativa, peculato e também pela acusação de lavagem de dinheiro. Além desses, também foi condenado pelo ministro Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB). Ele estava sendo acusado pelos mesmos crimes que o publicitário. Sobre a atuação de Luiz Gushiken no mensalão, Celso de Mello seguiu os demais e absolveu o acusado. Essa é uma decisão que foi unânime entre todos os ministros. É o único caso em que foi demonstrado unanimidade nos votos. Segundo ele, os danos cometidos pelos condenados foram graves e irreversíveis provocando diversos dados à moralidade administrativa.

João Paulo Cunha é o centro do esquema de corrupção

O deputado João Paulo Cunha é uma das figuras centrais da denúncia do caso mensalão e estava sendo acusado por receber R$ 50 mil de Marcos Valério. Em troca ele favorecia as agências de publicidade de Valério nos processos de licitação na Câmara dos Deputados. Isso teria ocorrido em 2003 quando Cunha presidiu a Casa. O ministro fez duras críticas aos políticos citando os diversos crimes cometidos. Um dos casos é o empréstimo ilegal que teria sido feito para as agências de publicidade de Marcos Valério.