Publicado em: sábado, 22/06/2013

Violência doméstica atinge mais de 1/3 das mulheres no mundo

Violência doméstica atinge mais de 1/3 das mulheres no mundoDe acordo com o relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de um terço das mulheres de todo o mundo. Essas mulheres são vitimizadas por violência de ordem física ou sexual, representando problemas para a saúde global em níveis de proporções que são consideradas epidêmicas.

Os abusos para a maioria delas parte de seus próprios maridos ou namorados, provocando comumente em suas saúdes contusões, ossos quebrados, complicações em gravidez, doenças de foro mental, como depressões, entre outras.

Entre os casos de homicídios, 40% das mulheres assassinadas os autores foram seus maridos. Os abusos por parte de parceiros atinge 30% delas no mundo.

Charlotte Watts, que é especialista em políticas de saúde na Escola de Higiene & Medicina Tropical de Londres e também uma das participantes entre os autores deste relatório explica que esta é para muitas mulheres, uma realidade.

No Brasil

O Governo brasileiro investe menos de um terço do que deveria ser gasto na pervencao e combate a violência contra mulheres.

Este mesmo relatório descobriu que estas violências que a atingem as mulheres é agente desencadeadora de outros tantos problemas de saúde que são crônicos e podem ser agudos, como lesões imediatas, infecções e doenças sexualmente transmissíveis, inclusive HIV, transtornos de saúde mental e depressão e propensão a abortos.

A clamídia, gonorréia ou sífilis atinge 1,5 vezes mais as mulheres que sofrem violência e em alguns locais, como a África sub-saariana, por exemplo, onde ainda elas têm 1,5 vezes de maior probabilidade de adquirir o vírus da Aids.

Para Karen Devries, também coautora deste estudo explica que estas violências acontecem em relações e ambientes íntimos destas mulheres, que muitas vezes já viram esta vida ou a vivem, com medo e sem se sentir à vontade para tratar destas experiências, sem compreensão da magnitude de seus problemas.

A OMS

Organização Mundial da Saúde vai expressar suas orientações aos profissionais da área de saúde com objetivo de treinamento de profissionais no reconhecimento até de riscos que elas correm e poder ajudar até a informar a mulher a como proceder, se proteger e dar capacidade para o profissional poder amparar a situação.

Margaret Chan, diretora-geral da OMS, enviou junto ao relatório um comunicado que dizia que a violência contra a mulher espalhado no mundo é a causa de diversos problemas de saúde e atingiu proporções epidêmicas. Ela acrescentou que todos os sistemas de saúde tem o dever de atuar mais para estas mulheres.