Publicado em: sexta-feira, 19/09/2014

Vinte anos depois de “A Viagem”, Guilherme Fontes afirma que ser sempre o galã é cansativo

Vinte anos depois de “A Viagem”, Guilherme Fontes afirma que ser sempre o galã é cansativoApós vinte anos da exibição da novela “A Viagem”, que está sendo reprisada pela terceira vez no Canal Viva, o ator Guilherme Fontes, 47 anos, relembra como foi a experiência de interpretar o perturbado Alexandre e avalia as mudanças de fases que aconteceram em sua carreira, desde o protagonismo ao pai de família. Ele conta ser o galã como o bonzão da história é muito bom. Porém, se o personagem não ultrapassa as fronteiras do que já conhecem, fica cansativo. Nesse caso, os coadjuvantes dão uma maior liberdade, ressaltando que gosta muito e aprendeu a viver na vida real. Quando se faz o galã da novela, é preciso gravar muito e por conta disso, o tempo para viver, curtir a vida é muito curto, além da repercussão nas ruas, o retorno direto.

Mesmo com os pontos positivos e negativos, ele alega que é muito bom conseguir viver tudo isso intensamente. Nos anos 80 e 90, o ator protagonizou uma série de novelas que o tornaram um galã. Na trama “Mulheres de Areia” (1993), ele viveu o protagonista Marco, que vivia dividido pelo amor das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires). Já na novela “Bebê a Bordo” (1988) ele era Rei, o menino que ditou a moda da bandana. Em “Ti Ti Ti” (1985), aos 18 anos, ele interpretou Caco. No momento o ator está na novela “Boogie Oogie”, da Globo, vivendo o corretor imobiliário Mário, tio do protagonista Rafael (Marco Pigossi).

Queridinho do público

No ano passado, ele viveu o super pai Flávio na novela das sete “Além do Horizonte”. Mas a posição de queridinho do público não foi conquistada apenas com seus personagens doces e carismáticos, a prova disso é a novela “A Viagem”, uma trama espírita de Ivani Ribeiro, no qual o ator chamou a atenção do público vivendo o vilão Alexandre, um jovem drogado e problemático que mata um homem e depois se suicida.