Publicado em: terça-feira, 08/04/2014

Vicentinho classifica a decisão do afastamento de Vargas como “pessoal”

Vicentinho classifica a decisão do afastamento de Vargas como pessoalNessa segunda-feira (7), o líder do PT na Câmara, o deputado Vicentinho (SP) classifica a decisão do vice-presidente da Casa André Vargas (PT-PR), de solicitar o afastamento temporário do mandato parlamentar como “pessoal”, entretanto, tem apoio do partido. O petista também afirmou que irá esperar a verdade e que ela “venha à tona” sobre o caso de Vargas, envolvido em denúncias sobre a sua relação com o doleiro Alberto Youssef.

O doleiro teve sua prisão decretada em março pela PF por suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões por meio de lavagem de dinheiro. O empréstimo do avião para viagem a João Pessoa foi combinado entre Vargas e Youssef por mensagem de celular no dia 2 de janeiro. No último final de semana, a reportagem da revista “Veja” revelou mensagens de celular entre André Vargas e Youssef. De acordo com a PF, eles agiam juntos para fechar um contrato entre uma empresa de fachada e o Ministério da Saúde.

O afastamento do parlamentar aconteceu nessa segunda, depois da entrega de carta assinada por Vargas à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara. Para ele, o período de afastamento de Vargas contribuirá para que ele faça a sua defesa. PSDB, DEM e PPS apresentaram pedido para que o Conselho de Ética da Câmara investigue as denúncias. “Respeitamos a decisão que ele tomou e esperamos que ele se defenda da melhor maneira possível. É uma atitude pessoal que ele toma, e que nós apoiamos a decisão”, completa.

Opinião

Quando foi questionado se Vargas deve renunciar, o petista declarou sem hesitar que é preciso aguardar. “Este período de 60 dias é um período importante tanto para ele se defender, como para que se analise todos os laudos do processo, todas as acusações que podem existir. Vamos aguardar”, conclui. Vicentinho também diz que o partido aguardava mesmo que Vargas fosse anunciar seu afastamento. E finaliza dizendo: “Aconteceu algo que nós, digamos, esperávamos, de um deputado que é vice-presidente da Câmara, membro do maior partido do Brasil. E ao tomar decisão pessoal, está dizendo o seguinte: ‘deixe-me defender, quero ter tempo para isso’”.