Publicado em: quinta-feira, 02/08/2012

Via Dutra volta a ser fechada em protesto de metalúrgicos da GM

Via Dutra volta a ser fechada em protesto de metalúrgicos da GMPelo menos dois mil metalúrgicos que trabalham na fábrica da General Motors (GM) em São José dos Campos, no estado de São Paulo, fecharam a rodovia Presidente Dutra durante a manhã desta quinta-feira, 2 de agosto.

Segundo as informações do sindicato dos metalúrgicos de São José dos campos, a rodovia foi ocupada por cerca de uma hora e dez minutos nos dois sentidos da estrada, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Por conta disso, a concessionária Nova Dutra, que administra a rodovia, registrou a lentidão de cerca de dois quilômetros por conta do alto número de veículos na pista. Os manifestantes queimaram faixas e pneus que estavam sendo utilizados para parar o trânsito durante o protesto.

A manifestação dos metalúrgicos tem como principal objetivo chamar a atenção da presidente Dilma Rousseff para que ela receba os trabalhadores da fábrica e faça intervenções sobre as possíveis demissões de funcionários que a GM irá fazer depois que a produção de três modelos na fábrica da cidade for encerrada.

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, irá receber, às 18 horas desta quinta-feira, representantes do Sindicato do Metalúrgicos de São José dos Campos em uma reunião que será realizada no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

Além disso, no sábado, 4 de agosto, os manifestantes tem uma reunião que irá acontecer entre o sindicato, a empresa, a prefeitura de São José dos Campos e o Ministério do Trabalho para que o futuro dos empregados da fábrica seja definido.

A General Motors deixou de produzir três dos quatro modelos que eram fabricados na fábrica de São José dos Campos. São eles a Zafira, a Meriva e o Corsa Hatch. Somente a fabricação do Classic está sendo mantida, mas ela não seria suficiente para que a produção na fábrica de São José dos Campos continuasse a ser feita. Por outro lado, a GM disse que a produção da S10 foi aumentada para compensar as produções que deixaram de ser feitas. Ainda assim, o sindicato da categoria prevê que pelo menos 1,5 mil postos de trabalho deixem de existir na unidade da GM em São José dos Campos.