Publicado em: segunda-feira, 19/03/2012

Vencedora do Nobel da Paz defende lei que criminaliza homossexualidade

A presidente da Libéria e vencedora do prêmio Nobel da Paz, Ellen Johnson Sirleaf, defendeu, em uma entrevista concedida ao jornal britânico “Guardian”, uma lei que criminaliza ações homossexuais. Na entrevista, Sirleaf estava na companhia do ex-premiê britânico, Tony Blair, que ficou muito constrangido com as declarações. A presidente da Libéria disse que defende os “valores de seu país”.

Ela afirma que existem certo valores na sociedade de seu país que é preciso preservar. No país de Ellen Johnson Sirleaf, a “sodomia voluntária” é um crime que pode ser punido com até um ano de detenção. Porém, existem dois projetos de lei em discussão que pretendem aumentar e enrijecer as normais com relação aos homossexuais na Libéria.

Anti-homossexuais pressionam o Congresso

Nenhuma pessoa foi condenada na Libéria pela prática da sodomia. Porém, diversos ativistas que são contra os homossexuais pressionam o Congresso do país para que as leis em discussão sejam finalmente aprovadas. Um dos projetos de lei considera que “seduzir” ou até mesmo encorajar é um ato criminoso. Além disso, ter atitudes que possam levar uma pessoa do mesmo sexo a praticar relações sexuais também é considerado crime, e a pessoa pode pegar uma pena de até cinco anos.

O outro projeto tem relação com o casamento homossexual, em que o indivíduo pode pegar até 10 anos de prisão. O ex-premiê Tony Blair não quis falar sobre os projetos ou emitir sua opinião sobre as considerações feitas por Sirleaf. Tony Blair, atualmente, está na Libéria como fundador da ONG Africa Governance Initiative.