Publicado em: sexta-feira, 14/12/2012

Valério afirma que fez entrega para a Procuradoria de provas que incriminam Lula no caso do Mensalão

Valério afirma que fez entrega para a Procuradoria de provas que incriminam Lula no caso do MensalãoO empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que teve sua condenação como operador no processo do mensalão, e que foi condenado a mais de 40 anos, informou que entregou para o Ministério Público Federal (MPF) de documentos que comprava as acusações feitas contra o ex-presidente Lula no seu novo depoimento sobre o escândalo.

Respondendo quem o desqualificou por as acusações que ele faz, Valério diz que os documentos foram entregados no mês setembro, quando depôs para a Procuradoria. Em breve declaração ele disse que os procuradores nem tocaram nos documentos que ele havia deixado.

Entre estes documentos, há um registro de depósito de R$ 98,5 mil que, conforme Valério foram utilizados para pagamentos de despesas na posse do do ex-presidente Lula e no primeiro mês do governo.

O cheque teve destino para a empresa que realiza segurança Caso, que é de de propriedade de Freud Godoy, que era ex-assessor pessoal do ex-presidente.

O depósito foi identificado durante a CPI dos Correios, que foi aberta para que fossem apurado o caso no ano de 2005, porém durante o período Valério não falou nada.

Não há registros de que houve qualquer compra com este dinheiro repassado. Em um depoimento, Freud disse que este recurso havia sido utilizado para gastos de segurança na posse.

Foro

Com condenação a cumprir 40 anos e quatro meses de prisão por operar o esquema do mensalão, Valério foi responsabilizado pelo ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu e pelo ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha no processo, que teve 25 pessoas condenadas.

Marcos Valério disse que este processo não ia ter o mesmo resultado se fosse julgado na primeira instância, e com possibilidade que houvessem diversos recursos.

O Advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo contou que articulou no Congresso para que fosse aprovada uma emenda constitucional que daria fim para o foro privilegiado, que definiria o Supremo Tribunal Federal (STF) como local em que os parlamentares são julgados.