Publicado em: sexta-feira, 21/03/2014

Vacinação brasileira contra o HPV eleva índices de imunização no continente

Vacinação brasileira contra o HPV eleva índices de imunização no continenteCom a ampliação da campanha de vacinação contra o HPV, que engloba as unidades de saúde do SUS e também ações em escolas públicas, a cobertura com imunização na América Latina chega a 80% das meninas, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O HPV é um dos principais causadores do câncer do colo do útero.

De acordo com o diretor adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), Jon Andrus, esta ação deve refletir em um grande impacto nos níveis da saúde pública entre as meninas, incluindo uma redução considerável na mortalidade por câncer de colo de útero.

Ele garantiu ainda que a vacinação é segura, ao contrário da informação divulgada por alguns críticos da campanha, que afirmam que o processo de imunização brasileiro estaria fora dos padrões aplicados em países onde campanhas semelhantes foram realizadas de modo eficiente.

A aplicação da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) é recomendada pela Organização Mundial da Saúde como método de prevenção a uma das principais doenças causadoras de mortes entre mulheres. De acordo com a OMS, este tipo de ação deve ser tratada como prioridade nas estratégias de ampliação da saúde pública no país.

Pelo mundo

Estima-se que quase 180 milhões de doses da vacina já tenham sido aplicadas em todo o mundo desde o lançamento desta imunização, em 2006. De lá para cá, estudos realizados na Austrália e em países da Europa e da América do Norte ainda não identificaram qualquer efeito adverso mais grave, e nem permanentes.

Campanhas de vacinação têm sido realizadas em países americanos como Argentina, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, além do Brasil, mais recentemente. Além disso, Reino Unido e Austrália aparecem como referências neste tipo de ação.

Os resultados apresentados têm sido positivos. Nos Estados Unidos, houve redução de aproximadamente 50% dos casos de HPV combatidos pela vacina. Na Austrália e na Dinamarca, as lesões pré-cancerosas no colo do útero tiveram grandes reduções nas mulheres que passaram pela imunização.