Publicado em: segunda-feira, 10/10/2011

Vacina antidroga faz parte de estudo há 25 anos de cientista norte-americano

Cientistas do Scripps Research Institute vem investindo recursos no desenvolvimento de uma vacina antidroga, a qual teria como objetivo impedir que uma pessoa viciada sentisse os efeitos da substância ingerida. Os pesquisadores acreditam que esse tipo de abordagem poderá ser eficiente para libertar um viciado da condições impostas pela dependência química. O professor que vem coordenando o estudo, Dr. Kim D. Janda, afirmou que já passou 25 anos no projeto.

De acordo com ele, “enxergamos isso como um caminho alternativo para algumas pessoas. Assim como os adesivos e o chiclete de nicotina, essas coisas são apenas sistemas para livrar as pessoas das drogas’’. O raciocínio é que essas vacinas estimulassem o sistema imunológico a criarem anticorpos que reconhecessem a substância tóxica como qualquer outro vírus nocivo. A partir disso, o organismo se defenderia de modo a não permitir que as substâncias criassem raízes no corpo ou no cérebro.

Ao contrário do objetivo das vacinas preventivas, que tem a função de evitar a contaminação por alguma doença, a vacina antidrogas seria usada apenas depois que a pessoa já está presa ao vício. Relatos de viciados em cocaína que testaram a vacina declararam que, depois de terem sido vacinados, a droga parecia “batizada, como se estivessem desperdiçando seu dinheiro’’.

Os cientistas também testaram a vacina em ratos viciados em heroína. Janda conquistou reconhecimento depois da publicação dos resultados que mostravam que os ratos haviam parado de buscar a droga, o que leva a acreditar que não estariam mais sentido os efeitos da substância.