Publicado em: quinta-feira, 27/06/2013

USP realiza pesquisa sobre leishmaniose

USP realiza pesquisa sobre leishmanioseUma pesquisa promovida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) localizada em Ribeirão Preto (SP) pela primeira vez mostrou como agem as células do sistema imunológico humano para combater a leishmaniose.

O estudo apresenta como ocorre o processo dentro da célula que age no organismo que é infectado pela doença e qual a resposta dada em relação à infecção provocada pelo parasita causador da leishmaniose.

Dario Simões Zambroni, professor e coordenador do estudo, explica que esta descoberta ajudará nos estudos para desenvolver tratamentos novos, além de contribuir para o desenvolvimento e uma vacina contra a doença.

A leishmaniose é provocada por protozoários. Os principais hospedeiros da zoonose são o homem e o cachorro. Nos humanos, a doença é transmitida através da picada dos mosquitos hematófagos, como é o caso do mosquito-palha.

A doença pode se manifestar de forma visceral ou cutânea, variando conforme o gênero que o parasita possui. A leishmaniose age atacando as células imunológicas da pessoa.

O professor que coordenou a pesquisa explicou que através do trabalho a equipe conseguiu compreender várias questões acerca da leishmaniose que ainda eram desconhecidas, e puderam compreender de que forma as células do sistema imunológico conseguem reconhecer e combater o parasita causador da doença. Ele aponta ainda que quanto mais for possível descobrir sobre a doença, será mais fácil desenvolver um medicamento que seja capaz de combater a doença. Assim, crescem as chances de fazer um remédio eficaz ou até mesmo criar uma vacina que possa prevenir a doença.

Os estudiosos analisaram células dos camundongos, tanto in vitro como as de animais vivos e puderam como o óxido nítrico age para combater um dos protozoários que causa a doença.

Zambroni acrescenta que o óxido nítrico age de forma direta para defender o organismo contra os micróbios que possam atacá-lo. Esta molécula já era conhecida pelos cientistas, mas ainda não se sabia de que forma elas agiam para que o óxido nítrico fosse produzido.