Publicado em: sábado, 10/03/2012

USP diz que pode processar professores

Os integrantes da reitoria da Universidade de São Paulo está ameaçando processar os professores diretores do sindicato dos docentes (Adusp), em seu boletim oficial. De acordo com um texto que foi divulgado no dia 2 de março, cerca de dez diretores da entidade precisarão “esclarecer as afirmações feitas à imprensa sobre o ‘desvio de verbas acadêmicas para construções”, ou precisaram se retratar, “sob pena de ação penal de difamação”.

O comunicado ainda destaca que durante a troca de correspondência enviada nas últimas semanas pelo Sindicato à Reitoria, não havia a menção de nenhum “desvio de verbas acadêmicas para construções”.

No site do sindicato, a Adusp afirma estar “perplexa” com o comunicado divulgado pela reitoria. A entidade se compromete a “uma vez recebida e analisada a notificação, a direção da Adusp voltará a se pronunciar”. Declara também que “não abrirá mão do direito de expressar seu entendimento sobre toda e qualquer questão, especialmente as relacionadas à USP e à atividade docente”.

Problemas anteriores

Este caso não é o primeiro em que a reitoria da Universidade de São Paulo utiliza o boletim oficial da assessoria de imprensa da instituição para criticar outros órgãos. No dia vinte de setembro do ano passado, a reitoria destinou uma edição especial do boletim para falar mal da direção da Faculdade de Direito, que estava sendo acusada de não dar prosseguimento a projetos da gestão anterior, época em que o setor era dirigido pelo atual reitor, João Grandino Rodas.

Nesta situação, o atual diretor da Faculdade de Direito, Antonio Magalhães Gomes Filho, declarou a imprensa que a crítica dentro do boletim “foi uma agressão muito rude”. Uma semana depois, a reitoria a criticou o mesmo setor de Direito, trazendo a tona uma antiga discussão a respeito de doações milionárias para reformar salas de aulas, mas que para isso, exigiam a nomeação dos espaços com o nome dos doadores responsáveis pela reforma.

Em setembro de 2011, uma nota da reitoria sobre o Clube de Arcadas também foi publicada no Diário Oficial paulista gerando desentendimento.