Publicado em: quarta-feira, 11/04/2012

USP apura trote com conteúdo sexual e humilhação em Ribeirão Preto

Na próxima sexta feira (13), a Faculdade de Direito da USP da cidade de Ribeirão Preto irá definir se será aberta uma sindicância para a apuração da prática de trotes humilhantes aplicados pelos alunos já veteranos aos novos ingressantes na instituição. As informações foram liberadas pela assessoria de imprensa da USP.

Os estudantes publicaram na internet uma carta de repúdio ao trote, que se acordo com o manifesto, tem chegado ao ponto de obrigar as calouras tirarem a roupa e se exibirem durante um desfile.

Na manhã de ontem, alunos e docentes estiveram presentes em um ato para discutir como deveria ser feita a recepção dos alunos novos. No período da tarde, o professor Ignácio Velasco, diretor da Faculdade, deu à imprensa uma entrevista sobre o protesto e o que pode ocorrer como eventual punição para os responsáveis pelo trote. A fala oficial do diretor é que inicialmente a informação será apurada, para que depois as penas previstas pela faculdade sejam aplicadas. A assessoria da USP destacou ainda que existem fatores que dificultam a aplicação das punições, já que as supostas agressões ocorreram fora da universidade e não foi entregue a direção nenhuma denúncia formal.

Caso seja decidido pelo colegiado da Faculdade de Direito que não existem elementos para abrir uma sindicância, o grupo deverá discutir ações para conscientização dos alunos.

Manifestação

A nota de repúdio conta com mais de 100 assinaturas, citando os momentos como a “Festa da Coroação”, situação em que as calouras foram impedidas de deixar o lugar por terem se recusado a realizar o trote ‘bixete pega o disquete’, obrigando as alunas a desfilarem diante dos veteranos e se abaixarem, apenas pela diversão dos presentes.
Outra prática que é repudiada pelos manifestantes é a submissão dos calouros a juramento, momento em que os homens prometem abrir mão de relações sexuais com as estudantes da faculdade e as calouras, precisando se autodenominar ‘vagabundas’, garantem ainda exclusividade sexual para os alunos veteranos.