Publicado em: terça-feira, 12/03/2013

Uruguai supera Brasil e é país líder em criação de games na América do Sul

Uruguai supera Brasil e é país líder em criação de games na América do SulPara uma empresa start-up que tem um jogo de sucesso para o iPhone, os escritórios que a Ironhide Game Studio tem são o que poderia se esperar, as equipes chegam a trabalhar de maneira febril nas atualizações para softwares junto a uma máquina do game clássico pinball e de um armário que é feito sob medida.

Porém a empresa, que faz sucesso no campo competitivo para o desenvolvimento dos videogames, tem destaque entre outras empresas high-tech devido a sua localização no Uruguai que não é tão convencional, e frequentemente faz com que pessoas de outros países fiquem confusas. Um dos três fundadores, Álvaro Azofra, diz que as pessoas perguntam de maneira educada onde é que o país fica. A Ironhide é a empresa que está por trás do game Kingdom Rush, que é um game popular nos Estados Unidos em que está envolvido um reino do desenho animado que sofre ataques de yetis e ogros.

O Uruguai pode talvez ser mais conhecido devido as grandes criações de carneiros e de bois, porém esta atenção vem sendo alterada para um número maior de empresas que chegam a produzem jogos para computadores e para dispositivos portáteis.

Os desenvolvedores têm indicado vários motivos que o Uruguai pode vir a competir junto das grandes economias da América do Sul. Entre elas, estão a criatividade dos engenheiros e de artistas de empresas, as regras que são de certa maneira brandas para a imigração e a utilização de computadores em escolas.

O teórico de games Gonzalo Frasco da empresa Powerful Robot que já desenvolveu diversos jogos para os Estados Undiso diz que a situação é irônica, pois o Uruguai tem detestado o empreendedorismo na história, mas não esta cultura de empreendedorismo.

Frasca fez a comparação com o ceticismo que existe com relação a empresas privadas no Uruguai, onde até operadoras de telecomunicações, cassinos e de produção de uísque estão no controle do Estado. Ele diz que há escolas fortes de ciências da computação, e quando as pessoas estão formadas, elas veem que não têm opção a não ser ficarem envolvidas junto ao resto do planeta.

Em outros locais da América do Sul há o acalentando de próprios campos para o desenvolvimento de games. Como exemplo está o Chile que há pouco tempo chamou a atenção da mídia de outros países depois que a empresa Atakama Labs, que é um desenvolvedor de games na cidade de Santiago, chegou a ser adquirida pela empresa DeNA do Japão.

Estúdios de games também apareceram nas cidades brasileiras de São Paulo e do Rio de Janeiro, porém os desenvolvedores brasileiros fazem queixas dos regulamentos fiscais de maneira complexa e das regras de trabalho que fazem com que contratação de empregados fique encarecida. Na vizinha Argentina, existem várias start-ups de games que foram fundadas na capital Buenos Aires.

Este desenvolvimento de softwares no Uruguai chegou a evoluir a ponto de ter a indústria com o valor de US$ 600 milhões, o que faz com que o país seja líder de exportações na América Latina em softwares per capita. Porém os salários de desenvolvedores estão aumentando de maneira rápida e ficando mais caros para que empresas novas possam competir no plano de fora do país.

Mesmo assim, leis para imigração no Uruguai estão oferecendo vantagens, os estrangeiros que são contratados podem morar de maneira legal e trabalhar no Uruguai enquanto os pedidos para visto de trabalho estão sendo processados.

O americano Evan Henshaw-Plath que está entre os fundadores da empresa que virou o Twitter, foi morar no Uruguai no ano de 2007 e criou uma empresa para o desenvolvimento de softwares que atualmente conta com empregados em outros países como a Polônia e o Equador. Ele diz que o Uruguai é um local aberto em relação a atrair talentos.