Publicado em: sábado, 29/10/2011

Universitários querem policiais fora da USP

O grupo de alunos da Universidade de São Paulo (USP) que ocupou o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) afirma que só sairá o lugar se a Polícia Militar não fizer mais o policiamento no campus do Butantã. Aproximadamente 100 estudantes ocuparam o prédio na quinta-feira.

O confronto entre estudantes e policiais aconteceu após a PM interceptar três alunos que fumavam maconha dentro de um carro. De acordo com a Polícia Militar, dois jornalistas e dois policiais se machucaram e seis veículos foram danificados. Os estudantes agora exigem que a polícia não atue mais no campus sob “qualquer circunstância”.

Fora isso, os estudantes também querem a garantia de autonomia nos espaços e que os processos administrativos e criminais contra funcionários, professores e alunos sejam retirados. João Grandino Rodas, reitor da USP, afirmou em entrevista que as ações continuarão até que atitudes como esta não voltem a acontecer.

Depois que o estudante Felipe Ramos de Paiva faleceu em maio, a decisão de ter a presença da Polícia Militar no campus da USP foi quase unânime pelo Conselho Gestor da Universidade. A USP assinou um convênio, há quase dois meses, com a Secretaria de Segurança Pública. Este acordo garante um policiamento especial, porém a ronda é realizada por policiais sem preparo adequado.