Publicado em: sexta-feira, 16/03/2012

Universitários fazem mutirão para construir casas em SP

No próximo sábado (17) e domingo (18), a organização Um Teto para meu País – Brasil irá fazer a primeira construção para criar casas de emergência de 2012. O mutirão que realizará as obras é composto por jovens que estão na universidade ou que acabaram de se forma. Cerca de 61 famílias no Estado de São Paulo serão trabalhadas. O objetivo da ONG é conseguir construir pelo menos mil casas durante cinco anos de atuação no país.

Para cumprir a meta, cerca de 800 jovens foram convocados para trabalhar nas comunidades Sousa Ramos, Futuro Melhor, Pedra Branca 1 e Pedra Branca 2, na cidade de São Paulo; Malvinas, na cidade de Guarulhos; e Vila Clara na cidade de Cotia.

Essas moradias de emergência serão construídas com madeira pré-fabricada, medindo 18m², e devem ter prazo de durabilidade em torno de cinco anos. Já a segunda etapa do programa é a habilitação social, onde a ONG atua de acordo com a necessidade de cada comunidade, implementando planos de saúde, educação, microcrédito, além de assistência jurídica outros benefícios.

A ONG Um Teto Para meu país também já passou por países como Peru e México. De acordo com Ricardo Montero, responsável pela ONG, até o ano passado mais de 400 moradias de emergência foram construídas. Quanto aos critérios para escolher as famílias atendidas, ele explica que é realizada uma enquete baseada em quatro critérios. No primeiro é feita uma caracterização geral da família com informações básicas; o segundo é a respeito da vulnerabilidade quanto renda, trabalho, doenças, crianças pequenas; o terceiro indica como é o estado da moradia quanto á estrutura; por fim, o último diz respeito a comentários gerais, como a história da família.

“Todo sabemos que essas famílias precisam de uma solução definitiva, mas não aceitamos que elas continuem a morar do jeito que vivem. Então nós não buscamos outros terrenos, nós só construímos em lugares que as famílias já estão instaladas, e apenas para essa família”, esclarece.