Publicado em: sábado, 28/07/2012

Universitária morre no interior de São Paulo depois de esperar três dias por leito de UTI

Universitária morre no interior de São Paulo depois de esperar três dias por leito de UTINa última quinta-feira, 26 de julho, foi registrada a morte de uma universitária em Bauru, no interior do estado de São Paulo. A moça, de 22 anos de idade, estava esperando por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) do Pronto Socorro Central da cidade.

Dryelli Carla Alves Brito estava esperando para ser internada para que uma colecistite aguda calculosa, uma inflamação e cálculos que aparecem na vesícula, fosse tratada. Além dele, haviam outras 47 pessoas a espera de um leito.

A estudante foi levada para um posto de saúde de bairro no último dia 22 de julho e estava esperando a sua internação deitada em uma maca no corredor do pronto socorro de Bauru. Seu quadro piorou no dia 24 de julho, mas quando uma vaga de UTI foi conseguida na cidade de Promissão, que fica a 122 quilômetros de Bauru, não tinha mais o que ser feito. Dryelli morreu antes de ser transferida.

No começo da semana outra pessoa já tinha morrido por não conseguir um leito de UTI em Bauru. O aposentado Antonio Toledo, de 76 anos, aguardava uma vaga de UTI por quatro dias, mas morreu na última segunda-feira, 23 de julho. Ele estava esperando pela vaga desde o dia 19 apresentando sintomas de síndromes respiratória grave e morreu antes que qualquer vaga fosse conseguida para atendê-lo.

Casos desse tipo estão acontecendo na cidade já mais de um ano. Somente entre os meses de maio e junho do ano passado, pelo menos 30 pessoas morreram esperando leitos de UTI na cidade. Governos municipal e estadual trocam acusações sobre de quem seria a responsabilidade de se encontrar vagas para atender às necessidades de leitos da população.