Publicado em: quinta-feira, 06/06/2013

UNB comemora dez anos de implantação de cotas

UNB comemora dez anos de implantação de cotasNa quinta-feira, dia 6, a Universidade de Brasília (UNB) promoveu atividade para discutir os dez anos da instauração de cotas para inserção de negros e indígenas na universidade. A UNB foi pioneira na implantação de cotas.

No fim de 2012, depois que foi publicado decreto para regulamentar a Lei de Cotas, a Universidade de Brasília anunciou que destinaria a partir de 2013, 12,5% do total de 4.184 vagas tanto no PAS quanto no vestibular e no PAS para alunos provenientes de escolas públicas.

Através da lei, metade das vagas oferecidas pelas universidades federais devem ser reservadas para alunos que estudaram pelo menos os três anos correspondentes ao ensino médio em instituições públicas. As universidades terão prazo até 2016 para se adequar às normas.

Gilberto Lacerda, especialista em educação, aponta que a lei pode ser fundamental para que a desigualdade durante a formação dos estudantes seja diminuída. Para ele, a lei que implanta as cotas promove a reparação de danos à educação que os alunos tiveram durante o ensino médio da rede pública de educação.

Durante os primeiros três anos em que a lei vigorou, os alunos candidatos às cotas deveriam ser fotografados no instante da inscrição e as imagens iam para análise de uma banca que homologava ou não o aluno para a prova. Mas, o sistema causou muitas polêmicas. Um dos casos mais conhecidos trata-se dos irmãos, que eram gêmeos idênticos, que se inscreveram através do sistema, mas somente um irmão foi aceito pelo sistema de cotas.

Por isso, o sistema mudou e a partir de 2008, os candidatos que fazem a inscrição para as cotas são analisados através de entrevista que é gravada.