Publicado em: quinta-feira, 17/04/2014

Uma pesquisa feita por meio de ratos de laboratórios, mostra o conjunto de genes que desenvolve a artrite reumatoide

Uma pesquisa feita por meio de ratos de laboratórios, mostra o conjunto de genes que desenvolve a artrite reumatoidePesquisadores brasileiros identificaram por meio de experimentos com ratos de laboratórios, o conjunto de genes que desenvolvem no portador, a artrite reumatoide. De acordo com a Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) – entidade que financiou o projeto -, caso essa descoberta seja confirmada em humanos, poderá ser feito o desenvolvimento de provas genéticas para que a doença e novos tratamentos possam ser prevenidos. Esses genes que estão relacionados com à artrite reumatoide, que se trata de uma doença inflamatória crônica e auto-imune, que traz problemas principalmente na região das articulações, foram detectados por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo.

Marcelo De Franco, pesquisador do Instituto e coordenador do projeto, explica que, a identificação de genes suscetíveis oferece várias opções de ação. Podemos tentar regular seu funcionamento com remédios ou por meio de técnicas de genética molecular para tentar reduzir a severidade da artrites. Por meio de declarações feitas em um comunicado da Fapesp, ele informa que os genes também podem servir como marcadores genéticos para prever a doença e orientar o tratamento.

Resultados

Todos os resultados do estudo teve destaque na última edição da revista cientifica internacional, ‘PLoS One’. Os pesquisadores constataram que, nos ratos há genes identificados, que são geneticamente tendenciosos a desenvolver o problema de artrite, principalmente porque o próprio sistema imunológico age contra as membranas sinoviais, que são responsáveis por proteger as articulações. O coordenador do projeto ressalta que, ninguém sabe de forma geral como se desenvolve a artrite, mas sabe-se que há pessoas que são mais suscetíveis.

O que foi tentado fazer usando os ratos como modelo experimental, foram os fatores genéticos que conferem essa predisposição para o problema. Ele também explica que, mesmo que os humanos e ratos tenham números de cromossomo e fatores diferentes, a ciência já conseguiu identificar regiões específicas de cada espécie em que possa ser comparado.