Publicado em: quinta-feira, 06/03/2014

Uma nova técnica usa gordura para criar cartilagem e conseguir reconstruir orelhas e narizes

Nova técnica para reconstruir orelhas e narizesUma forma de tentar reconstituir partes do rosto com células-tronco obtidas por meio de amostras de gordura está sendo desenvolvida por médicos do hospital Great Ormond Street em Londres. Através dessa descoberta, a equipe já conseguiu criar cartilagem em laboratório e com isso acreditam que esta técnica pode ser usada para orelhas e narizes serem refeitos. Os especialistas envolvidos na pesquisa acreditam que tudo ainda é muito recente, mas que ela tem potencial. Até então, o procedimento usado para corrigir este tipo de problema é retirando a cartilagem da costela, esculpindo o tecido cuidadosamente para que fique mais parecido possível com o formato da orelha, e depois é colocado no paciente. Este método deixa cicatrizes no peito e a cartilagem da costela não se recupera. A partir disso a pesquisa foi iniciada para que esse procedimento seja facilitado e de forma que não deixe nenhum tipo de marca, a alternativa é retirar uma pequena amostra de gordura da criança para que assim as células-tronco sejam extraídas e cultivadas. Há todo um processo envolvido, essas células são colocadas em um molde no formato de uma orelha, e assim assumindo sua forma, alguns produtos químicos são usados também para que as células se transformem em cartilagem.

Resultados

A criação da cartilagem no molde já aconteceu e foi bem sucedida pelos pesquisadores, contudo, antes de fazer a experiência em pacientes é preciso que sejam feitos testes de segurança. De acordo com a cientista integrante da equipe BBC, Patrizia Ferreti, diz que é animador ter se obtido células não cancerígenas, e que além disso, podem ser implantadas de volta no paciente sem ter nenhum tipo de risco do sistema imunológico do paciente combate-las. Ela também afirma que, fazer essa reconstrução com uma só cirurgia seria importante para reduzir até mesmo o estresse imposto à criança, a esperança é que essa cartilagem cresça junto com a criança, finaliza.