Publicado em: quinta-feira, 08/05/2014

Um estudante universitário vem sendo vítima de ameaças de morte no Ceará

Um estudante universitário vem sendo vítima de ameaças de morte no CearáAmeaças de morte e também racismo estão fazendo com que o estudante universitário Pedro Victor Araújo dos Santos, que cursa história na Universidade Geral do Cariri, e sua família pensem que o melhor para o rapaz seria abandonar o curso, já que sua saúde vem sendo afetada por essas declarações.

Victor tem anemia Falciforme e teve convulsões após encontrar no banheiro da Universidade escritos com ameaça de morte, ele foi socorrido por alunos de sua turma, mesmo diante os problemas que o garoto passou ao ler tais escritos, as ameaças prosseguiram e ele ainda teve uma folha de sulfite colocada em meio aos seus cadernos contendo ameaças, dizendo para que o rapaz se cuide porque nada ainda havia lhe acontecido, mas poderia acontecer, os escritos diziam para que Victor se preparasse para morrer.

As ofensas contra o rapaz vem ocorrendo fazem dois meses e sempre ao ler essas ameaças o rapaz passa muito mal, isso também o está prejudicando em sua vida acadêmica, já que a folha de sulfite inserida dentro dos cadernos de Victor foi no dia antecedente a uma aula que seria dada no feriado do dia do trabalho, como o rapaz passou mal, não teve condições de comparecer a Universidade.

Uma associação de mulheres negras do Cariri, entrou no caso e realizou um protesto em frente a instituição onde Victor estuda, elas cobram explicações da Universidade a respeito das ameaças quem o rapaz vem sofrendo, esse protesto serviu também para dizer não ao crime de racismo, pessoas do grupo declararam na ocasião que Victor está muito debilitado e assustado com todas essas situações que vem sofrendo e que por isso está cogitando a possibilidade de deixar de vez o curso de história.

A universidade declarou que foi instaurada uma sindicância para que os culpados pelas ameaças feitas a Victor sejam encontrados e punidos por suas ações, além disso foi estabelecida uma Comissão de Direitos Humanos na Universidade e uma campanha contra o preconceito foi realizada junto a todos da instituição.