Publicado em: segunda-feira, 29/07/2013

UFSCar não aceita ampliar vagas em medicina

UFSCar não aceita ampliar vagas em medicinaA Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) não aceita a intenção de aumentar o número de suas vagas para a faculdade de medicina, de acordo com o que tem previsto as novas diretrizes de governança federal, que foi divulgada no último dia 23 de julho.

Esta iniciativa partida do Ministério da Educação (MEC) não será aceita na Universidade Federal de São Carlos no momento, pois de acordo com a instituição este curso vive um momento de crise.

De acordo com o coordenador da faculdade de medicina da UFScar, Geraldo Souto Alves, a faculdade enfrenta diversos problemas em funcionamentos, a priori a universidade deve resolver estas questões para depois partir a ampliar vagas. Os estudantes do curso de medicina fazem protestos na UFScar.

No mês de março, mais precisamente no dia 15 os alunos da faculdade de medicina da instituição da Federal de São Carlos, no interior paulista realizaram greve e protestaram a respeito da falta em estrutura que tornasse possível a continuidade de seu curso.

Os estágios estão em paralização, estão faltando postos para atendimento, professores e também existem atrasos em entregas de materiais de laboratório, além de falta de internatos nas cidades vizinhas, são os principais entre os outros problemas apontados.

A greve de março durou 82 dias e terminou sem a resolução de nenhuma das questões solicitadas. Segundo a aluna do terceiro ano da faculdade, Ana Clara Bortotti após a greve além de não haver nenhuma melhoria, ainda houve piora na situação.

Os alunos ainda estão sem previsão para realização de estágio prático, sem saber quando poderá ser resolvida esta situação. Além do mais, de acordo com a aluna Ana, não há um calendário com a reposição de aulas, onde deverão cursar dois meses em apenas um.

Esta nova política em aumentar as vagas do MEC é parte do Mais Médicos, programa do governo Dilma Rousseff, prevendo melhorar o Sistema Único de Saúde (SUS), investir em qualificação, infraestrutura e formação de profissionais da área médica. Para Alves, o coordenador do curso na instituição este é sim um novo modelo na tentativa de solucionar um problema na saúde nacional que já está enraizado, mas a ideia em geral deve ser desenvolvida.

O coordenador acredita que o país deve fazer todo esforço em união para qualificar todo o processo, segundo ele outras tentativas foram feitas há 30 anos e até agora permanecemos comum sistema de saúde pública sucateado, além de um ensino superior ruim. Por isso acredita em estratégias diferentes.

O coordenador aprova esta nova medida, porém descarta a geração de novas vagas para a UFScar neste momento. Alves declara que é certo que faltam médicos na sociedade brasileira, são muitos médicos para preencher mercado e poucos para atender a sociedade, apontou Alves.