Publicado em: sábado, 11/02/2012

UFSC divulga lista de livros para vestibular deste ano

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgou nesta semana a lista com as obras literárias que serão cobradas no próximo processo seletivo. A universidade recomenda aos candidatos a leitura integral das oito obras indicadas.

Os livros são os seguintes: “Amar, verbo intransitivo”, de Mário de Andrade; “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues; “Capitães de Areia”, de Jorge Amado; “Ecos no Porão”, Silveira de Souza; “Geração do Deserto”, de Guido Wilmar Sassi; “Memórias de um sargento de milícias”, de Manoel Antônio de Almeida; “Memórias Sentimentais de João Miramar”, de Oswald de Andrade.

Saiba um pouco mais de alguns livros

Amar, verbo intransitivo: publicado em 1927, a obra chama a atenção por diversas características. A linguagem do livro é um dos diferenciais. Foi considerada errada na época, pois se aproximava do padrão coloquial de comunicação. O texto imitava a maneira do povo de falar.

Beijo no Asfalto: a obra trata de um ato inusitado, um beijo dado por um homem na boca outro na hora de sua morte e suas consequências na sociedade. O ato é transformado em escândalo social pelas mãos de um repórter sensacionalista e um delegado corrupto, abalando a reputação do homem.

Capitães de Areia: o livro mostra meninos abandonados da cidade de Salvador como moleques e malandros. A história mostra, inclusive, como uma garota se insere no bando, criando muita intriga e discórdia. A obra é dividia em três partes. No início, porém, é apresentada uma seqüência de pseudo-reportagens, que mostram diferentes visões sobre a situação.

Ecos no Porão: o autor escreve principalmente se baseando em sua cidade natal, Florianópolis. Ele apresenta figuras apaixonantes e grotescas que não se sabe se são pura ficção ou se são baseadas nas próprias experiências do autor.

Memórias de um sargento de milícias: a narrativa desta obra apresenta um estilo jornalístico e direto de linguagem, incorporando a linguagem das ruas e da classe baixa. O livro foge dos padrões de linguagem da época, quando os romances retratavam ambientes elitistas.