Publicado em: sexta-feira, 20/04/2012

UFPR: professores param para cobrar reajustes

Os docentes da instituição de ensino superior UFPR, Universidade Federal do Paraná, realizaram ontem uma paralisação em Curitiba. A manifestação buscava pelo reajuste salarial de 4% e uma revisão do plano de carreira dos professores, de uma proposta que foi apresentada no ano passada. O governo cancelou a conversa agendada com representantes da categoria em 31 de março.

Em uma assembléia realizada ontem, os professores aprovaram o indicativo de greve. A categoria afirma que não irá mais aceitar o que tem considerado como descaso pelo governo. Depois da suspensão de greve em 2011, que havia durado duas semanas, apenas sob a condição do reajuste, a categoria aguarda sem reposta ou resultado pelo cumprimento do acordo pelo governo.

O presidente da Associação dos Professores da UFPR (Apufpr), professor Luiz Allan Kunzle, declarou que a decisão tomada na assembléia paranaense será encaminhada e apresentada em uma reunião onde professores de diversas instituições federais do país estarão presentes. Este encontro acontece em Brasília, no final de semana. De acordo com Kunzle, se houver uma grande adesão do indicativo, o Apufpr deve concluir o processo de paralisação. A greve deve acontecer a partir do dia 15 de maio.

Ontem o dia foi de paralisação das aulas. Alguns docentes até optaram por ir para a UFPR, mas não entraram nas salas de aula. A afirmação do presidente do sindicato é que a adesão a paralisação foi boa, já que todos estão sentindo o descaso por parte do governo. De acordo com ele, o que tem assustado a categoria é o fato de a arrecadação federal ter aumentado e os professores continuarem sendo deixados de lado.

O foco das reivindicações paranaenses agora segue as orientações do que vem sendo solicitado nacionalmente. Além do reajuste salarial, o sindicato destacou ainda o pedido pelo limite de 12 horas semanais de atuação em sala de aula para os docentes da universidade, enquanto que no ano passado, parte da categoria declarou que estava ministrando aulas pelo período de até 28 horas semanais.