Publicado em: quinta-feira, 13/03/2014

UE prepara resposta caso Rússia não recue sobre Ucrânia

UE prepara resposta caso Rússia não recue sobre UcrâniaNovas respostas às ações da Rússia na Ucrânia começam a ser preparadas pela União Europeia, caso o governo russo continue não mostrando sinais de recuo sobre o país invadido militarmente. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores da Alemanha. A mesma advertência foi repetida pelo primeiro ministro da Polônia, lembrando que a União Europeia está dando o final de semana para que a Rússia recue.

Desde que os protestos pró Ocidente resultaram na queda do presidente da Ucrânia, forças armadas russas passaram a consolidar seu domínio na Criméia, a península ucraniana. A dominação ocorreu poucos dias antes de ser realizado um referendo sobre o futuro da região. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, durante visita à capital da Estônia, Tallinn, afirmou que se durante o final de semana a Russia não adotar nenhum mudança de conduta visível, o conselho europeu irá se reunir na segunda para definir as medidas a serem tomadas.

Ele ainda frisou que farão de tudo para evitar um confronto, mas que a postura Russa até o momento está fazendo com que se torne necessária a preparação dos outros países da União Europeia para uma situação como esta. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou em Varsóvia que no que se refere às sanções contra o país russo, já havia sido tomada uma decisão. Isso porque a Polônia apresenta um interesse especial na Ucrânia, já que os dois países compartilham a fronteira. A Polônia determina sua política externa com base no medo das ações russa, que antes já exerceu poder sobre o país. A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, vem trabalhando na busca de um engajamento com Vladimir Putin, o presidente russo, para evitar um impasse como o da Guerra Fria.

Merkel já estaria, inclusive, preparada para aceitar futuras negativas consequências de sanções contra a Rússia. Ela afirmou emocionada que os últimos fatos ocorridos na Criméia correspondem a uma tentativa de anexação e que a comunidade internacional não pode permitir que a Rússia faça isso.