Publicado em: segunda-feira, 15/07/2013

Tropa de Choque da PM SP vai a Penitenciária do interior conter rebelião

Tropa de Choque da PM SP vai a Penitenciária do interior conter rebeliãoA rebelião aconteceu na cidade de Itirapina, interior do Estado de São Paulo a 120 quilômetros da Capital, neste domingo, dia 14 de julho, com inicio por volta das 11 horas da manhã e permaneceu pelo menos até segunda-feira na Penitenciária Itirapina, de acordo com informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Após cerca de22 horas de extrema tensão, acaba a rebelião na Penitenciária de Itirapina, foram soltas as 68 pessoas que estavam dentro do local mantidas como reféns, entre elas estavam gestantes, idosos e crianças, mantidas reféns, até agora as informações são dois presos faleceram.

A Tropa de Choque deixou a capital na madrugada com três ônibus além de dez viaturas para ir a penitenciária conter esta rebelião, ainda os policiais permanecem em frente à penitenciária e ainda sem acordo para o fim deste motim. Ontem viaturas da PM das cidades da região vieram a Itirapina ajudar no reforço além de um helicóptero Águia.

Parentes dos detidos ficaram durante toda a noite fora da penitenciária esperando por desfechos e notícias do conflito, que é de tensão intensa. Os familiares reclamam que não recebem nenhum tipo de informação do que acontecia de acordo com Cintia Abe, balconista.

De acordo com informações a Penitenciária de Itirapina é capaz de abrigar até 210 detentos para o regime fechado, porém está mantendo 602 presos. Segundo a mãe de um dos presidiários que pediu para não identificar-se o incidente começou por que uma das visitantes não teve permissão para fazer a visitar, pois teve um problema com a sua documentação para entrada no presídio.

Seu marido, de dentro ameaçou assassinar alguém como maneira de protestar contra o presídio. Assim, outros inflamaram e resolveram não permitir que ninguém mais pudesse deixar o interior do local, nem entrar.

Com o intuito de dar informações para a imprensa uma mulher foi liberada e ela declarou que um dos presos carregava a cabeça de outro. Ela ainda informa que a esposa impedida de entrar para a visita foi só o estopim para as manifestações e explosão com outras reivindicações, os presos querem atendimento judiciário, médicos, que o horário de visita tenha uma hora a mais.

A PM acrescenta que entre as exigências dos prisioneiros está a de usar aparelhos celulares dentro deste presídio.