Publicado em: segunda-feira, 24/10/2011

Tribos indígenas libertam reféns no Mato Grosso

Na manhã deste domingo, dia 23 de outubro, as sete pessoas que estavam reféns de indígenas da aldeia Kururuzinho, em Alta Floresta, na divisa de Mato Grosso e Pará, foram libertadas. Foram cinco dias de muita apreensão, e as negociações com os índios foram de responsabilidade de Paulo Maldos, secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República.

As pessoas foram retiradas da aldeia através de um helicóptero até Alta Floresta. De acordo com a assessoria da presidência, o grupo seguirá para Brasília e será recebido por Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Segundo a assessoria, todas as pessoas feitas de reféns estão em bom estado psicológico e físico.

Os reféns eram dois técnicos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), quatro funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) e um antropólogo contratado pela EPE que foi fazer uma pesquisa com os indígenas. Para libertarem os reféns, a tribo exigiu que o governo federal agilize o processo de demarcação na terra Kayabi. Os índios esperam por isso a mais de 20 anos. Os indígenas também se manifestam contra a construção da Usina Hidrelétrica de São Manoel.

Os representantes da Funai e os técnicos da empresa foram até a aldeia justamente para explicarem que a instalação da usina não traria impactos negativos a tribo, mas acabaram sendo feitos de reféns quando iam embora. As negociações com os indígenas irão continuar e uma reunião deve ser feita com as autoridades das tribos nesta semana.