Publicado em: domingo, 02/11/2014

Três principais represas que fazem abastecimento de água em São Paulo registram o Outubro mais seco em 12 anos

Três principais represas que fazem abastecimento de água em São Paulo registram o Outubro mais seco em 12 anosAs três principais represas de São Paulo registraram o mês de Outubro mais seco em 12 anos, os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp faz a medição pluviômetrica das localidades desde o ano de 2003, esses dados são referentes a represa de Guarapiranga, Alto Tietê e também e sistema Cantareira.

No sistema Cantareira a chuva que foi registrada para o mês de Outubro foi de apenas 42.5 milímetros, a taxa recorde anterior a essa havia sido registrada em outubro de 2007, quando choveu 87.7 milímetros, além disso o índice pluviométrico registrado para o mês também se manteve com índice negativo, foram registrados apenas 130.8 milímetros, atualmente o sistema Cantareira encontra-se com 12.2% de sua capacidade.

Os valores que compreendem o Alto do Tietê também registraram índices menores, em outubro deste ano, o nível de chuva registrado foi de 20.1 milímetros, quando o número referente a maior estiagem ocorrida neste, foi registrada no ano de 2010, onde o volume registrado foi de 81 milímetros, a média recorde registrada para o mês de outubro é de 117.1 milímetros, hoje o sistema estão com 6.5% de sua capacidade total.

No que se refere à represa de Guarapiranga o último registro negativo para o mês de outubro era referente ao ano de 2010, quando foi registrado apenas 60 milímetros, neste ano a represa registrou apenas 15.4 milímetros, o recorde histórico referente ao mês de outubro para Guarapiranga é de 116.9 milímetros, atualmente o sistema Cantareira está com 39.2% de sua capacidade total.

O que tornou as chuvas escassas no Estado de São Paulo foram as incidências de muitas massas de ar quentes, que inibiam a aproximação de frentes frias vindas do Sul do país.

Houve um pedido de liminar realizado pelo Ministério Público do Estado para que a Sabesp diminuísse o volume de água que está sendo retirada do Alto Tietê, mas nesta quarta-feira a Justiça negou o pedido.

Desde o mês de agosto o sistema Cantareira vem enfrentando dificuldades com a falta de chuvas o percentual que era perdido diariamente era de 0.14 de sua capacidade total, no mês de outubro essa taxa diária subiu para 0.17%, sendo assim o volume morto do sistema chegaria ao fim em 10 de novembro, no mês passado, Mauro Arce, que é Secretário de Recursos Hídricos de São Paulo declarou que o volume morto, que está sendo utilizado atualmente, terminaria em 21 de novembro, mantendo os números de consumo e também contando com as chuvas o segundo volume morto do sistema se esgotaria em 13 de Janeiro.

Em meio a essa falta de chuvas, após ter afetado os sistemas de abastecimento Alto do Tietê e também o Cantareira, a crise agora se estende para a represa de Guarapiranga, já que o plano de contingência da Sabesp, prevê que outros mananciais fossem utilizados para dar suporte ao Cantareira, todas as áreas que tinham abastecimento realizado pelo Cantareira, atualmente com a crise, estão recebendo água vinda do sistema Rio Claro, Alto Tietê e Guarapiranga.