Publicado em: quinta-feira, 12/04/2012

Tratamento pode recuperar parte da autonomia do portador de Parkinson

Ontem, quarta-feira (11), foi comemorada em todo o mundo do Dia da Doença de Parkinson, com a proposta de aumentar a conscientização a respeito da doença, incentivando pesquisas na área e desenvolvimento de novos tratamentos.

O mal de Parkinson é uma condição crônica, cuja causa não foi descoberta até hoje. Ela atinge de forma progressiva e degenerativa o sistema neurológico, afetando movimentos e coordenação. Com o passar do tempo e o avanço da doença, o indivíduo fica cada vez mais incapacitado, transformando atividades simples, como banho e alimentação, em tarefas quase impossíveis.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, no Brasil, o Parkinson atinge de 100 a 200 casos em cada grupo de 100 mil habitantes. Mesmo sem a descoberta da cura, os sintomas físicos da doença podem ser administrados através de medicamentos e muita fisioterapia. O grande problema é que depois de alguns anos de tratamento, é bastante comum que os remédios não façam mais efeitos.

O neurocirurgião Erich Fonoff explica que os primeiros sinais da doença de Parkinson são bastante sutis. Pouca gente sabe que a falta de expressão facial, a constipação e tontura, postura curvada, perda do olfato e dificuldade para dormir podem ser sintomas do Parkinson.

De acordo com Fonoff, grande parte das pessoas só identifica a doença quando sinais como tremores constantes e dificuldade para se movimentar surgem. Geralmente, é após os 65 anos de idade que os sintomas aparecem, mas existe um número próximo a 15% de pessoas que vivem com o Mal desde antes dos 50 anos.

O médico também alerta para a falta de prevenção, mas destaca que quanto antes a doença for identificada, mais rápida será a resposta ao tratamento. Mesmo sem cura, poucos brasileiros sabem que um tratamento pode mudar a vida desses pacientes.

Novidades

O tratamento é a neuroestimulação, uma terapia revolucionária, porém bem pouco conhecida no país, mesmo sendo realizada no exterior desde os anos 80. É implantado em cirurgia um aparelho como marca-passo no peito do paciente, que envia estímulos elétricos, através de eletrodos, para partes específicas do cérebro. Os estímulos conseguem auxiliar o portador do Parkinson a controlar os movimentos.

A cirurgia ocorre com o paciente desperto, isso para que ele consiga ajudar o médico na localização da exata área responsável pelo controle dos movimentos. Este é atualmente o tratamento mais avançado para a doença.