Publicado em: terça-feira, 22/07/2014

Tratamento em conjunto de hepatite C e HIV mostra os primeiros resultados

Tratamento em conjunto de hepatite C e HIV mostra os primeiros resultadosMais uma novidade médica para casos de hepatite C e até mesmo o HIV. Um novo medicamento foi desenvolvido para hepatite C e já mostrou os primeiros resultados favoráveis em pacientes infectados, tanto por essa doença, quanto para o HIV, abmos são difíceis de tratar, segundo um estudo que foi publicado no último fim de semana no “Journal of the American Medical Association”. Foi preparado para os pacientes um coquetel com sofosbuvir – droga aprovada para o mercado americano em 2013 e que trouxe questionamentos em relação ao alto valor (US$ 1.000 a unidade) – e ribavirina.

Foram feitos testes em 220 pessoas dentro de 12 a 24 semanas. A maior parte dos pacientes, entre 64% e 94%, dependendo do tipo de hepatite C que tinham e ser haviam sido avaliados antes, viram a doença sumir e não voltar pelo menos nas 12 semanas seguintes ao fim do tratamento. Após esse período foi informado que não houveram outras reações. Realizar um tratamento em conjunto da hepatite C e do HIV se torna mais difícil porque os pacientes precisam ingerir um medicamento chamado “interferon” para hepatite e ele misturado com antirretrovirais não trazem bons resultados.

Os resultados não foram tão bons para alguns pacientes que passaram pelos testes, sete dos 223 do estudo abandonaram por sintomas como fadiga, dor de cabeça e náuseas.

Alto custo

De acordo com um artigo sobre o estudo, Michael Saag, da Escola de Medicina da Universidade do Alabama (sudeste), afirmou que a combinação de medicamentos é um “grande salto à frente”, mas que o custo destes são muito altos para serem usados em larga escala. Ele destaca que um tratamento médio de 12 semanas custa US$ 94.500 e um de 24 US$ 189 mil. Sete dos 223 pacientes deste estudo o abandonaram por sintomas diversos, como fadiga, insônia, dor de cabeça e náuseas.

Em artigo vinculado ao estudo, Michael Saag, da Escola de Medicina da Universidade do Alabama (sudeste), disse que a combinação de medicamentos é um “grande salto à frente”, mas que seu custo é alto demais para um uso em larga escala: “Um tratamento médio de 12 semanas custa US$ 94.500 e um de 24, US$ 189 mil”.

Mas Saag completa dizendo que por sorte, a concorrência entre os novos produtos que chegarem ao mercado nos próximos meses, será responsável por reduzir o preço dos medicamentos.