Publicado em: quarta-feira, 21/03/2012

TJ-SP nega recurso pedido por Mizael

O Tribunal de Justiça de São Paulo recusou o recurso Mizael Bispo de Souza, advogado e policial militar aposentado, mantendo a sua decisão de primeira instância que determina que ele vá para júri popular. O acusado será julgado por homicídio triplamente qualificado por ter assassinado sua ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, há quase dois anos. A decisão foi unânime, contudo a data para o júri ainda não foi estipulada, devendo ocorrer ainda em 2012.

Mizael esteve foragido por mais de um ano e se apresentou ä policia no último dia 24 de fevereiro, pedindo prisão especial ou domiciliar. Ele desistiu do benefício depois se ser informado pela Polícia Militar que teria uma sala de Estado-maior improvisada. O recurso para que o réu não fosse a júri popular foi solicitado na semana passada.

“Mesmo que eles recorram contra a decisão a ser proferida, os recursos não possuem efeito suspensivo e não impedem a designação do plenário, a não ser que consigam alguma medida liminar no STJ ou no STF, o que não acredito, até porque não interessa mais ao Mizael ficar recorrendo, uma vez que está preso. Recorrer agora é só prolongar a sua prisão”, informou Rodrigo Merli Antunes, promotor de justiça.

Mércia ficou desaparecida por quase 20 dias, após deixar a casa dos avós em Guarulhos. Ela foi encontrada em uma represa em Nazaré Paulista, segundo a investigação do caso, a advogada foi agredida, baleada, desmaiou e morreu afogada dentro de seu carro, pois não sabia nadar.

Mizael teria matado a ex-namorada por ciúmes devido ao fim do relacionamento. A acusação de homicídio triplamente qualificado inclui motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele é acusado também de ocultação de cadáver.