Publicado em: sábado, 26/10/2013

Tipo de celular favorece espionagem entre autoridades mundiais

Tipo de celular favorece espionagem entre autoridades mundiaisMais um capítulo da história da espionagem ganhou novos contornos esta semana, o celular da presidente da Alemanha, Angela Merkel, foi espionado pelos americanos. A alemã imediatamente quis uma posição do presidente americano, Barack Obam, que se esquivou da acusação informando que não faz escutas através de agência secreta.

Segundo um jornal da capital alemã, Berlim, noticiou que o número grampeado pelo governo dos EUA não era o que ela usava enquanto mandatária máxima do país, e sim um aparelho que pertence a Merkel, porém é utilizado quando trata assunto referente ao seu partido cristão democrata.

O fato é que segundo especialistas isso só ocorre porque os líderes de governo insistem em usar smartphones e outros aparelhos que são mais vulneráveis e desta forma expostos a uma possível espionagem.Ainda assim a área de segurança da Alemanha informou que todos os equipamentos usados pela chanceler são sofisticados e seguros.

Os modelos de celulares, segundo informações, utilizados pelo governo alemão são smartphones Blackberru Z10 já equipados com tecnologia de segurança. Na França, por exemplo, os políticos possuem dispositivos criptografados lançados pela empresa francesa Thales excepcionalmente para o Estado, as ligações são protegidas e permita conversas sigilosas, sem risco de espionagem. Outra medida cautelar, visando à segurança, foi à instalação de intranet muito eficaz, além de uma rede própria de telefonia fixa e através de fax. A única desvantagem refere-se à demora em completar as ligações pode durar meio minuto até que o sistema cumpra suas etapas de segurança.

O ex-agente da Agência Nacional de Segurança Americana (NSA), Edward Snowden , já havia relevado sobre a dimensão da espionagem dos americanos em países europeus. Ele divulgou várias informações sobre o serviço secreto americano e quais pessoas eram investigadas.

Os políticos, no entanto, relutam em aceitar as normas de segurança dos seus países, o que geralmente leva a substituição dos aparelhos de smartphones comuns, para os superprotegidos do governo. Contudo os líderes continuam como segunda opção seu aparelho,como forma de comunicação pessoal e mais leve, sem tratamento de questões de ordem política.