Publicado em: segunda-feira, 09/04/2012

Teste de inglês é obstáculo para pilotos brasileiros

Teste de inglês é obstáculo para pilotos brasileiros

Um grande problema para pilotos de avião que tem intenção de atuar em rotas internacionais tem sido a fluência na língua inglesa. Desde 2007, um em cada quatro profissionais que realizaram a prova foi reprovado.

Há cinco anos, esta regra foi criada pela Icao (organização responsável pela regulação da aviação internacional), com a intenção de aumentar a segurança nos vôos. Foi em 2009 que se tornou obrigatório no Brasil que o piloto prove, com a realização de um teste oral, que domina a língua inglesa.

A Agência Nacional de Aviação Civil, Anac, é que aplica o teste em Brasília, em parceria com outras sete empresas credenciadas nas outras capitais brasileiras. De acordo com dados oficias da Anac, desde 2007 mais de 8.500 pilotos realizaram a prova e um valor correspondente a 25% deste não número foram considerados inabilitados.

Atualmente

Em janeiro e fevereiro deste ano, aproximadamente 78 pilotos passaram pela avaliação, sendo que 45 deles foram reprovados. A crítica pelo alto nível de exigência da prova brasileira vem do Sindicato Nacional dos Aeronautas. O presidente do sindicato, Gelson Fochesato, afirmou que a categoria quer ter certeza de que a nota do exame brasileiro é a mesma de outros lugares. O principal questionamento é de os pilotos deveriam ser avaliados por pessoas que falam a língua inglesa, e não pelos próprios brasileiros.

A Anac declarou que o desenvolvimento da avaliação no Brasil contou com um grupo de especialistas em lingüística. Até o momento, 185 profissionais da categoria recorreram a outros países conseguindo provar a fluência na língua.

O exame brasileiro exige a nota mínima 04 e, mesmo quem é aprovado com esta pontuação, precisa refazer ao exame a cada três anos. Quem tira 05, já alcançou um nível avançado, precisando ser reavaliado a cada seis anos. Já quem tira 06, a nota mais alta, não precisa passar novamente pela prova.

Lavrador ex-analfabeto vira estudante de medicina

A decisão em se tornar médico veio depois de acompanhar o sofrimento da irmã doente. José Reinaldo Lopez é lavrador na cidade de Belo Monte, no sul de Minas Gerais. Praticamente alfabeto funcional, aquele só assina o próprio nome, Lopez voltou a estudar, deixando de trabalhar na roça de café para concluir a faculdade de enfermagem.

Depois disso, hoje com 33 anos, Lopez é bolsista do curso de medicina na Universidade de Ribeirão Preto, UNAERP.

O lavrador abandonou a escola quando tinha 16 anos, depois de ter cursado apenas até a quinta série. Enquanto trabalhava na lavoura de café, a paixão pela medicina foi surgindo, porque no mesmo período, precisou ajudar a cuidar da irmã que estava doente.

O dinheiro para começar a estudas veio através de cartas que ele escrevia pedindo ajuda para a sua situação. Na mensagem ele prometida um dia retribuir a ajudar da pessoa que se compadecesse.