Publicado em: quarta-feira, 12/03/2014

Técnica realizada por psicólogos, usa hipnose para simular uma cirurgia de redução de estômago

Técnica realizada por psicólogos, usa hipnose para simular uma cirurgia de redução de estômagoEntre tantos métodos e formas de emagrecimento, uma técnica criada recentemente tem caído no gosto de quem tem dificuldade para emagrecer, e ela se dá por meio da inserção de um balão intragástrico imaginário. Apesar de não ser um procedimento cirúrgico como os outros, tem acompanhamento de uma equipe médica, sala cirúrgica e até mesmo, monitoramento cardíaco, a grande curiosidade deste tratamento, é que na realidade, isso tudo faz parte do imaginário do paciente, o fazendo imaginar que realmente está fazendo uma cirurgia, entretanto, é uma técnica feita apenas por psicólogos e isso envolve a hipnose e terapia cognitivo-comportamental.

De acordo com o psicólogo Benomy Silberfarb faz uso destes procedimentos desde 1997 e diz que já fez este tipo de “operação” em mais de 2 mil pacientes, este método foi desenvolvido na espanha e trazido para o Brasil afim de tratar de pessoas que sofrem com compulsividade alimentar, fazendo-as passar por um processo terapêutico com 10 sessões. Além do psicológico, para que o procedimento tenha eficácia, é preciso que o paciente também faça um acompanhamento com nutricionista e também faça atividades físicas.

Procedimentos

O primeiro passo é identificar na sessão de terapia quais são os motivos que levam o paciente a ter tanta dificuldade para emagrecer, só após esse período, entre a quinta e sexta sessão que a ‘cirurgia’ é feita. Segundo o psicólogo, primeiro o paciente deve entrar em um transe de hipnose e depois passa por um relaxamento profundo, então o terapeuta começa a idealizar na cabeça do paciente, que ele está sendo levado a uma sala de cirurgia e lá se encontra com o cirurgião e a equipe responsável. Com isso, na imaginação do paciente, ele receberá uma anestesia e irá colocar um balão dentro de seu estomago através de uma incisão, e por fim, convence o paciente de que ele já não precisa mais comer em grandes quantidades, porque já está saciado com pouco. Ainda há sons de fundo que ajudam na hora do processo cirurgico. A técnica é eficaz em 75% dos pacientes.