Publicado em: quinta-feira, 12/04/2012

Tablets da PM de São Paulo funcionam mal e custaram R$ 25 milhões

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) adquiriu 11.750 tablets visando equipar suas viaturas. A intenção era agilizar o registro de ocorrências diretamente pelo tablet ou até mesmo consultar placas e suspeitos. Sendo assim, o aparelho deve estar ligado á internet móvel constantemente. Entretanto, isto não está sendo possível e os policiais já mandaram um relatório para a Assembleia Legislativa informando que os tablets não estão funcionando adequadamente.

Segundo os policiais, os aparelhos apresentam problemas e raramente se conectam à internet. Os tablets i-MXT, foram criados no Brasil e não se conectam bem à rede 2G da operadora Vivo, que não falou sobre o caso. Já a fabricante do tablet, Maxtrack, garante que aparelho se comunica adequadamente com a rede da Vivo. Os tablets não possuem 3G.

O comando da Polícia Militar paulista frisou a importância da rede de telefonia móvel ser a mesma da iniciativa privada, não possuindo alta disponibilidade. O comando da PMESP informou que problemas podem ser causados por “15% de falhas da operadora Vivo e 10% de falhas operacionais do policial”, não sendo do aparelho a culpa. Pelo alto preço de R$ 25 milhões, esperava-se que os aparelhos fossem eficazes e não trouxessem ainda mais transtornos para o trabalho dos policiais.