Publicado em: quarta-feira, 23/04/2014

Suzane von Richthofen não pode sair de regime fechado, diz novo exame

Suzane von Richthofen não pode sair de regime fechado, diz novo exameCondenada a 39 anos de prisão em regime fechado por assinar os pais em 2002, Suzane von Richthofen deverá ser mantida em Tremembé pois, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, ela ainda não está apta a mudar a pena para o regime semiaberto, como pretendia o advogado de defesa.

A confirmação veio por meio da assessoria de imprensa do tribunal de justiça paulista na manhã desta quarta-feira (23) que após a análise do laudo criminológico de Suzane, o exame mostrou que ela não se arrependeu ainda pelo crime que cometeu há 12 anos.

No entanto, ainda depende do veredicto da juiza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, que, após a análise, será decidido se a condenada poderá cumprir os outros 27 anos em semi-aberto.

De acordo com o relatório assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba, Suzane ainda não mudou de ideia sobre o ocorrido e continua acreditando que fez a escolha certa ao assassinar os próprios pais para poder ficar com o namorado, Daniel Cravinhos.

Segundo informações oficiais do presídio, von Richthofen tem um bom comportamento, mas há outros elementos que são analisados para que o semi-aberto seja permitido e isso ela ainda não os possui, muito pelo contrário, houve uma piora neste aspecto.

O pedido de mudança de alteração foi feito pelos advogados Denivaldo Barni e Denivaldo Barni Júnior, e usaram o comportamento e os últimos relatórios como argumento. Em fevereiro eles haviam pedido o habeas corpus de Suzane, mas como não haviam realizado exames mais detalhados, o juiz então pediu para que o veredicto devesse sair apenas após a conclusão dos estudos.

Há cinco anos que os advogados de Suzane buscam na justiça que ela seja solta, mas os pedidos foram negados em vários tribunais. Os outros condenados pelo crime, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos tiveram o pedido progressão da pena em regime semi-aberto aprovado em outubro do ano passado e esta determinação será usada como argumento para que a condenada também consiga sair a prisão.