Publicado em: terça-feira, 06/03/2012

Suspeito de tráfico internacional de mulheres é preso

A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira, um homem suspeito de realizar tráfico internacional de mulheres, no aeroporto de Cumbica, localizado em Guarulhos, Grande São Paulo. As oito mulheres, todas elas cariocas, haviam sido escolhidas através fotos enviadas por email no mês de fevereiro. A Justiça já pediu a prisão preventiva de uma suspeita de ter aliciado as vítimas.

O grupo saiu do Rio de Janeiro na quinta-feira (01), e após a parada para conexão em Guarulhos, iria para a África do Sul, de onde se dirigiriam para a Namíbia, no sudoeste da África. Entretanto, o plano não funcionou.

Ao serem impedidas de embarcar, as mulheres mentiram para a polícia dizendo que a viagem que fariam seria apenas a passeio. Contudo, quando descobriram que os aliciadores tinham comprado somente passagens de ida para elas, acabaram admitindo que estavam indo para a Namíbia se prostituir. Para isso, cada uma delas recebeu US$ 1,5 mil.

“Elas seriam levadas para algum lugar, seus passaportes seriam recolhidos. Elas passariam a viver num regime de semi-escravidão, onde trabalhariam para pagar os gastos dela e nunca conseguiriam pagar os gastos lá dentro”, contou Luís Vanderlei Pardi, delegado responsável pela investigação. Segundo a polícia federal, cada aliciador recebeu US$ 6 mil e são suspeitos de formação de quadrilha e tráfico internacional de pessoas.

De acordo com a investigação, as garotas de programa foram encomendadas por dois angolanos que moram na Namíbia. O homem que preso em flagrante quando tentava embarcar com as mulheres, era quem fazia o contato com os estrangeiros. Já a outra suspeita, Maria Ferreira de Souza, era quem escolhia as vítimas. Iracema Ferreira da Silva, irmã de Maria, confirmou a escolha das mulheres, porém negou a participação da irmã no esquema de tráfico de pessoas. “Eu fiquei sabendo que um rapaz pediu para ela mandar umas meninas para fazer um evento, né. E quando chegou lá acho que não era nada do que eles falaram”, afirmou.