Publicado em: quarta-feira, 20/03/2013

SUS tem gastos de R$ 488 milhões por ano com doenças que tem ligações com a obesidade

SUS tem gastos de R$ 488 milhões por ano com doenças que tem ligações com a obesidadeO Sistema Único de Saúde (SUS) teve gastos de R$ 488 milhões no ano de 2011 tratando doenças que tinha associação com à obesidade, apontou durante esta terça-feira (19) o Ministério da Saúde em uma coletiva na capital Brasília.

Estes dados estão levando em conta 26 doenças como o câncer e a diabetes, e estão apontando que a quantidade de pessoas que está acima do peso no Brasil tem crescido. Como estes números são inéditos, não existem informações dos anos anteriores para que exista uma comparação.

De todos os R$ 488 milhões que o governo gastou em 2011, R$ 289 milhões, 59,2% deste total foram utilizados para que cobrissem tratamentos em hospitais e R$ 199 milhões, 40,8% do total, tiveram destino atendimentos em ambulatórios, conforme aponta pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB), que fez análise de dados da internação e atendimentos com média e alta complexidade que foram relacionados com o tratamento da obesidade.

Conforme o Ministério da Saúde existem 1.550.993 pessoas que tem obesidade grave no Brasil, e isto chega a representar 0,8% de toda a população do país. Uma pesquisa realizada pela pasta no ano de 2011 apontou que a proporção dos habitantes que estão acima do peso teve crescimento de 42,7% do ano de 2006 para 48,5% em 2011. Neste período, o total de obesos aumentou de 11,4% e chegou a 15,8% de todos os brasileiros.
O ministro Alexandre Padilha da Saúde assinou nesta terça-feira (19) uma portaria que, entre outras medidas, fazia definição sobre as orientações para a realização de cirurgias bariátricas, que são consideradas pelo SUS como a última alternativa para a perda de peso.

Esta portaria diminui a idade mínima para que possa ser realizada a redução do tamanho do estômago para 16 anos, antes a idade estava em 18 anos, mas apenas para casos que o paciente tenha riscos. Esta decisão foi tomada, conforme aponta Padilha, em base em uma Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do ano de 2009, que apontou que 21,7% de toda a população com 10 até 19 anos tem excesso em seu peso. Para comparação durante o ano de 1970, o percentual chegava a apenas 3,7%.

O Ministério da Saúde ainda retirou uma idade máxima para que a operação ocorra, antes a idade limite era de 65 anos, e fez o reajuste de 20% do valor médio que foi repassado ao SUS para cada operação bariátrica. Esta portaria deu autorização para que fossem realizadas a técnica gastrectomia vertical (sleeve), e uma cirurgia plástica reconstrutiva pela rede pública.

Conforme o ministério, é considerado com sendo normal um indivíduo que tem Índice de Massa Corporal (IMC) inferior ou igual a 25. Entre os valores de 25 até 29, o indivíduo está com sobrepeso e, com 30 até 40, significa que ele está obeso.

As cinco capitais do Brasil que tem a maior quantidade de obesos, conforme aponta o ministério, são as cidade de Macapá com 21,4%, Porto Alegre com 19,6%, Natal com 18,5%, Fortaleza que conta com 18,4% e Campo Grande com 18,1%.