Publicado em: terça-feira, 25/09/2012

SUS contará com remédios para doença pulmonar crônica

SUS contará com remédios para doença pulmonar crônicaEm 180 dias, pacientes da chamada doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), um problema causado por enfisema e bronquite receberão remédios pelo Sistema Público de Saúde (SUS). Os pacientes terão exames ofertados e os remédios budesonida, beclometasona, fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol serão entregues para aqueles que precisarem, além de oxigenoterapia domiciliar e vacina contra influenza.

Alguns estados já ofereciam os remédios por conta própria, mas a partir de hoje, todos os cidadãos brasileiros terão direito ao tratamento, conforme decisão publicada nesta terça (25) no diário oficial. Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, além das drogas, o ministério está preparando um protocolo clínico para a doença.

O professor Paulo Teixeira da Universidade de Ciências da Saúde acredita ter sido uma ótima notícia, mas ainda falta a presença do tiotrópio, disse. O remédio, de longa duração, seria indicado para um grupo específico de pacientes. “Autoridades muitas vezes temem que a incorporação de uma nova droga provoque aumentos elevados nos custos. Mas se ela for prescrita da forma correta, o efeito é justamente o oposto: a redução do número de internações”. A equipe responsável pelo documento ainda analisa se o triopódio será ou não incorporado à lista.

O coordenador da Comissão de DPOC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Fernando Lundgren diz que os avanços são bons, mas não são os medicamentos que ele receitaria aos seus pacientes, ele disse: “Como não há nada, é um avanço. Mas não são remédios que eu indicaria para meus pacientes”.

Nos últimos cinco anos, o número de mortes causadas pela doença aumentou 12%. Em 2005, houveram 33.616 casos de DPOC e em 2010 esse número subiu para 37.592. No ano passado, foram 116.707 internações. De acordo com o ministro, estima-se que 5 milhões de pessoas tenham DPOC. Segundo Padilha, as próximas doenças que deverão ter novas drogas incorporadas ao tratamento são esclerose sistêmica e síndrome nefrótica pulmonar.