Publicado em: quarta-feira, 24/10/2012

Supremo decide hoje pena total de Marcos Valério e do núcleo publicitário

Supremo decide hoje pena total de Marcos Valério e do núcleo publicitárioOs ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) deverão encerrar, ainda hoje (24), a pena de prisão que será do publicitário Marcos Valério. Ele é o publicitário responsável por operar o esquema do mensalão. Hoje também deverá iniciar a análise da situação dos outros envolvidos no núcleo publicitário. Não existe previsão do tempo que será necessário para a resolução dessa fase da dosimetria, que é a definição das penas, e quanto ela pode durar. O ministro-relator Joaquim Barbosa também não informou quais deverão ser os núcleos que vão ter suas penas analisadas a seguir. Na sessão que ocorreu ontem (23), os integrantes da corte já decidiram pela condenação de Valério por pelo menos 11 anos e 8 meses de prisão levando em conta os crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e peculato. Já que pena superou oito anos, ele deverá cumpri-la em regime fechado. Porém, ainda está faltando a análise de outras imputações, como os crimes de evasão de divisa e lavagem de dinheiro.

Valério poderá também ter que realizar o pagamento de uma multa de pelo menos R$ 978 mil, referente aos valores que estavam vigentes na época em que ocorreram os crimes.

Os outros integrantes do núcleo publicitário são os ex-sócios de Marcos Valério : Ramon Holerbach, que já foi condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de Cristiano Paz, que já foi condenado por formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e peculato. O advogado do publicitário, Rogério Tolentino, também já foi condenado por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. A ex-funcionária da agência SMP&B, Simone Vasconcelos foi condenada por formação de quadrilha, corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Geiza Dias, que era subordinada á Simone foi absolvida por formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, já que os ministros consideraram que ela não tinha poder suficiente dentro do grupo e que apenas seguia ordens.