Publicado em: segunda-feira, 17/02/2014

Suplicy responde a carta de Gilmar Mendes e afirma que ele não julga com a razão

Suplicy responde a carta de Gilmar Mendes e afirma que ele não julga com a razãoNo último dia 12, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou uma carta ao Senador Eduardo Suplicy (PT-SP), a fim de esclarecer sobre seus comentários que desconfiavam sobre a arrecadação de dinheiro por meio de campanhas feitas pela internet para pagar a multa dos petistas pelo crime do mensalão, a carta só foi enviada porque o Senador solicitou esclarecimentos sobre o mensalão, afirmando que o ministro não poupou em expor sua desconfiança sobre as doações, que segundo ele não tem embasamento nenhum. No sábado (15), Suplicy enviou uma carta em resposta ao ministro, dizendo que o caso do mensalão foi julgado com “sentimento” e não somente com a “razão”, como ele acredita que deveria ser.

Na carta em que o ministro enviou ao senador dizia que a pena é intransferível e que as doações acabam por infringindo o que foi dito como regra da pena, ele também pediu que deixem públicas toda a movimentação das doações para que possam passar por avaliações da Receita Federal e do Ministério Público, para que isso possa favorece-los. Ainda, o ministro sugeriu que o senador começasse a movimentar uma campanha que restituísse pelo menos parte dos R$100 milhões que foram desviados dos cofres públicos com o esquema do mensalão.

Outro lado

Suplicy estava no Teerã (Irã), quando escreveu resposta à carta, em contraponto, numa das declarações ele se defende dizendo que Mendes não apresentou nenhuma prova material de irregular nas doações, o que o leva a pensar que o ministro não julgou o caso do mensalão com base somente na razão. O senador ainda completa propondo que na condição de novo ministro do Tribunal Superior Eleitoral, incentive as pessoas que são formadoras de opinião a adotar medidas que sejam claras como as campanhas eleitorais que são defendidas por movimentos e grupos como os de Combate a Corrupção Eleitoral e o da Ordem dos Advogados (OAB).