Publicado em: quarta-feira, 26/12/2012

Supla pede à mãe ministra mais acesso à cultura para quem não é da elite

Supla pede à mãe ministra mais acesso à cultura para quem não é da eliteO artista fez sucesso da década de 1980 e é filho da ministra da Cultura Marta Suplicy e do senador Eduardo Suplicy. Neste momento, ele participa como jurado no programa “Ídolos”, na Rede Record. Além disso, o trabalho como músico continua em uma turnê nacional com o projeto Brothers of Brazil, uma mistura de bossa nova e punk- rock. O irmão João Suplicy faz parte do projeto.

Supla contou que os pais famosos ajudou, mas também atrapalhou na sua carreira. Isso tudo por causa da política. “Tem gente que não gosta de política e talvez não goste de mim. Tem gente que gosta muito e tem gente que consegue separar. Tenho minha colocação política e a minha crítica é a seguinte: fico chateado porque parece que as pessoas entram na política por causa do poder e esquecem que entraram para melhorar a vida dos cidadãos. Político, para mim, tem de ser um voluntário. Estão se colocando para trabalhar por nós e não para ajudar os amiguinhos ou ficar brigando pelo poder”, revelou o artista em uma entrevista à Meio&Mensagem.

A opinião dele é que enquanto os políticos ficam nessa disputa, as pessoas que pagam taxas e impostos ficam a mercê e sendo expectadores dessa situação. Mas, apesar disso, ele acredita que há pessoas que não foram corrompidas pelo dinheiro e cumprem seus princípios.

“Uma coisa que eu aprendi com meus pais é o respeito pelas pessoas — não importa se você é o mais bacana do pedaço ou dorme no chão, o importante é ter uma posição humana. Meu pai é fantástico e minha mãe teve de criar “pele de jacaré”, porque as pessoas ficam incomodadas de ver uma mulher mandando. Nós vivemos em uma sociedade machista e racista”, declarou.

O apelo que faz à mae é arrecadas fundos para levar cultura a todas as pessoas, não apenas para a elite que já tem. “Para não ficar um bando de “pau mandado” sem ter acesso porque o ingresso é caro. Porque, aí, o pessoal tem opção de saber o que gosta. Cultura torna as pessoas mais sensíveis e acho bom para a sociedade”, reforçou Supla.