Publicado em: quinta-feira, 15/03/2012

Supermercados do estado de São Paulo distribuem 6 milhões de sacolas reutilizáveis

Nesta quinta-feira (15), Dia do Consumidor, os supermercados do Estado de São Paulo irão realizar a distribuição de sacolas reutilizáveis para aqueles que comprarem pelo menos cinco produtos dos estabelecimentos. A iniciativa é uma ação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que foi assinado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, além do Procon-SP. O objetivo é fazer uma transição para o fim da utilização das sacolas plásticas.

Anteriormente, os supermercados haviam se comprometido a disponibilizarem por 60 dias maneiras alternativas e gratuitas para os consumidores que não puderem carregar os itens comprados nas lojas. Sem este acordo, as sacolas plásticas seriam retiradas dos estabelecimentos e substituídas por modelos biodegradáveis, que iriam ser cobrados.

O prazo para a transição é o dia 3 de abril e até lá a cobrança está proibida. As sacolas reutilizáveis que serão distribuídas durante o Dia do Consumidor poderão ser trocadas depois de seis meses. Estima-se que neste dia cerca de seis milhões de unidades sejam distribuídas.

Sacolas retornáveis x sacolas biodegradáveis

Para João Sanzovo, diretor de sustentabilidade da Apas, com o fim das sacolinhas plásticas não irão faltar sacolas biodegradáveis, mas acredita que a procura maior será das sacolas retornáveis. “Acho que o problema vai ser mais na sacola reutilizável que na biodegradável. […] As pessoas vão tomar mais a decisão de ter a reutilizável porque ele gasta R$ 2 uma vez só e a sacola dura dois anos. Se ele comprar dez sacolas biodegradáveis, já chega a esse valor”, afirmou.

Entretanto, a grande procura pelas retornáveis pode resultar negativamente na criação de empregos. “Quanto à retornável, além dos estudos dizerem que elas impactam mais no meio ambiente que as comuns, estamos vendo uma enxurrada de sacolas retornáveis fabricadas na China e no Vietnã, a preços lá embaixo, mesmo sendo importadas”, explicou Miguel Bahiense, presidente da Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos). Segundo ele isso deve prejudicar a indústria nacional, principalmente o mercado de trabalho.