Publicado em: terça-feira, 15/05/2012

Strauss-Kahn pede 1 milhão de dólares em processo contra camareira

Nesta terça-feira (15), o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn iniciou um processo contra a camareira Nafissatou Diallo por calúnia e difamação. A mulher acusou Strauss-Kahn de tentar estuprá-la no ano passado em Nova York. O ex-diretor-gerente também está pedindo, de indenização, a quantia de 1 milhão de dólares.

De acordo com o processo movido por seus advogados, o economista francês teria sofrido a “privação de sua liberdade” pelas várias “perversas” e falsas acusações feitas por Diallo, sem nenhuma validade. Além disso, Strauss-Kahn perdeu o cargo no FMI e outros vários empregos. A acusação da camareira, segundo o processo, acarretou em um grave dano para a reputação não somente pessoal, mas também profissional de Strauss-Kahn.

Estresse emocional

O ex-diretor-gerente do FMI afirma também que as acusações lhe causaram “estresse emocional”, e afirma que a camareira deu falsas informações para a polícia, falsificou provas e mentiu para o júri. Strauss-Kahn afirma que o tribunal deve decidir qual a quantia que ele deverá receber, mas pede que esta não seja menor que 1 milhão de dólares.

Além disso, Strauss-Kahn deseja que a camareira pague seus advogados de defesa e todas as despesas que teve no julgamento. O caso do ex-diretor do FMI teve início no dia 14 de maio do ano passado, quando ele foi preso em um avião após a polícia de Nova York recebeu a denúncia de Diallo.