Publicado em: segunda-feira, 04/07/2011

Strauss-Kahn, ex-diretor do FMI, autorizado a responder acusações em liberdade

Após ficar um mês e meio detido em prisão domiciliar, o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi libertado para continuar o julgamento em liberdade. A decisão de deixar o francês sair de casa por conta do desenvolvimento das investigações, que encontraram dúvidas na credibilidade das informações prestadas pela camareira que acusa Strauss-Kahn de abuso sexual.

Como o crime teria acontecido em um hotel de Nova York e as denúncias foram feitas enquanto ele ainda estava no país americano, Strauss-Kahn está detido na cidade do julgamento. Uma das condições para permitir que ele continue no processo em liberdade foi manter o passaporte retido. Portanto, o francês ainda não pode voltar para seu país de origem ou sequer sair dos EUA.

Por conta das novas informações obtidas com as investigações, Strauss-Kahn vai receber a quantia que foi paga para permitir que ele ficasse preso em casa, ao invés de cumprir esse tempo na cadeia. A devolução é necessária, pois agora a gravidade do caso é diferente daquela que se imaginava quando as acusações foram feitas. Imagens obtidas pelos meios de comunicação logo após a soltura do francês mostram ele caminhando em Nova York ao lado da sua mulher.

No primeiro momento, o suposto estupro denunciado pela camareira tinha fortes evidências de ser verdadeiro, pois foi encontrado sêmen de Strauss-Kahn na roupa da suposta vítima. Porém, a polícia descobriu que a mulher recebeu 100 mil dólares na sua conta bancária e não conseguiu manter a mesma versão em diferentes depoimentos prestados.