Publicado em: sexta-feira, 02/03/2012

STJD espera documentos para fazer denúncia de racismo no vôlei

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ainda não oficializou a denúncia de racismo, referente ao caso envolvendo o oposto Wallace, do Sada Cruzeiro, em uma partida da Superliga de Vôlei masculino. O STJD espera por documentos para formalizar a denúncia.

A promotoria aguarda a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) enviar os documentos para que dê início ao processo onde o Vivo/Minas deverá ser indiciado. O clube mineiro deverá ser enquadrado no artigo 243 do Código de Justiça Desportiva, de “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Caso venha a ser considerado culpado, o Vivo/Minas deverá receber uma multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil. No ano passado, também pela Superliga, quando torcedores do Sada Cruzeiro ofenderam o meio de rede Michael, do Vôlei Futuro, com insultos homofóbicos, o STJD aplicou uma multa de R$ 50 mil.

Durante a partida entre Sada Cruzeiro e Vivo/Minas, uma torcedora xingou Wallace, falando para ele de ‘macaco’ e pedindo para que ele ‘voltasse para o zoológico’. O Cruzeiro afirma que o áudio da transmissão da TV captou as ofensas da torcedora, e planeja uma ‘dossiê’ contra o Vivo/Minas.