Publicado em: sábado, 24/03/2012

STF trabalha para julgar mensalão neste ano

Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, anunciou ontem que trabalha cotidianamente para que o mensalão seja julgado ainda este ano. Lewandowski, que é também relator do processo disse ainda que os ministros estão fazendo o possível para estudar as mais de 50 mil páginas para terminar esse processo ainda durante 2012. As declarações foram dadas pelo ministro em Teresina (PI) em viagem que fez a cidade para receber o título de cidadão do estado. Depois da declaração de que pretende terminar o processo ainda este ano, Lewandowski preferiu não comentar possíveis atrasos como a possibilidade aposentadoria do ministro Cezar Peluso, o que poderia estender o processo para 2013.

O processo do mensalão chegou ao STF ainda em meados de 2005. Depois, em 2006, Antonio Fernando de Souza, procurador-geral da República, denunciou 40 acusados. Ao todo foram 37 réis pelo Supremo Tribunal Federal. Os principais nomes que estão sendo julgados pelos ministros são: Luiz Gushiken (Comunicação do Governo), José Dirceu (Casa Civil), Anderson Adauto (Transportes), Marcos Valério (empresário), José Genoino (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e João Paulo Cunha (PT-SP).

Mensalão tem 40 suspeitos envolvidos

Desde 2007 o STF está analisando o envolvimento de mais de 40 acusados de envolvimento no esquema que ficou conhecido como Mensalão em 2005. Segundo o deputado Roberto Jefferson (PTB), parlamentares da base aliada recebiam pagamentos para votar conforme os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Com o escândalo, o ministro José Dirceu deixou a Casa Civil. Agora o ex-ministro está proibido de concorrer a cargos públicos até 2015.

De acordo com as denúncias, o núcleo central do esquema era composto por José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Silvio Pereira. A denúncia no STF foi por formação de quadrilha e corrupção. No processo também foram denunciados o Marcos Valério, assim como funcionários da agência de publicidade SMP&B. Todos estão sendo processados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção. Em julho do ano passado a Procuradoria-Geral da República pediu condenação de 36 dos 38 acusados.