Publicado em: sábado, 24/05/2014

STF analisa suspeita sobre Sarney

STF analisa suspeita sobre SarneyA Justiça Federal de São Paulo enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos que indicam que o senador José Sarney (PMDB-AP) ex-presidente da República, é suspeito de ter recebido informações privilegiadas por resgatar R$ 2 milhões que foram aplicados em fundos do Banco Santos, isso aconteceu um dia antes do Banco Central decretar que sua intervenção na instituição financeira, em novembro de 2014.

Em entrevista, Sarney afirmou que não recebeu qualquer informação privilegiada e que apenas resgatou valores porque todos estavam tirando dinheiro por conta das notícias sobre o banco. “Eu tirei porque todos estavam tirando”, relata. O parlamentar ainda ressaltou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já se conscientizou de que ele não foi favorecido. “Na CVM, já foi encerrado.

Acredito que será arquivado no Supremo”, conta. Logo após o decreto dessa intervenção, o BC descobriu outros empréstimos fora de regulamentação e também práticas de gestão fraudulenta. Muitas empresas perderam dinheiro em razão disto. De acordo com o Ministério Público Federal, os que tinham pendencias com o banco tiveram um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões.

Banqueiro

Na última segunda-feira (19), os documentos que identificam se Sarney tem ou não relação com o caso. Quem está cuidando do caso é o ministro Dias Toffoli, que tem o poder de decisão se irá ou não continuar conforme a apuração. Nessa quinta-feira (22), o ministro encaminhou o processo para a Procuradoria Geral da República, que ainda não estabeleceu um prazo para falar sobre o assunto e devolver o processo. A ação que avalia se o banqueiro Edemar Cid Ferreira é culpado pelos crimes contra o sistema financeiro do Banco Santos, tramitou na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. Ele já havia sido condenado há 21 anos de prisão, pelos crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.