Publicado em: quinta-feira, 15/12/2011

Steve Jobs recusou aconselhamento médico por excesso de confiança

Um dos amigos e parceiros de negócios mais próximos de Steve Jobs, co-fundador da Apple, Avie Tevanian, participou de um programa da BBC na noite de quarta-feira (14) e afirmou que o executivo teve excesso de confiança para rejeitar a cirurgia que trataria seu câncer, aconselhada pela equipe médica, e isso pode ter levado à sua morte. Tevanian afirmou que Jobs tinha um ‘campo de distorção da realidade’ que fazia com que ele quisesse alcançar o impossível.

“Steve não era uma pessoa convencional, e quando chegou a hora de tratar sua doença ele se contentou com os métodos não-tradicionais. Acho que ele achava de verdade que através de meios não-convencionais ficaria curado” afirmou o amigo do executivo. Tevanian relatou que Jobs recusou o tratamento convencional quando o câncer ainda estava em fase inicial, momento quando é mais fácil regredir a doença. Ao saber do diagnóstico, Jobs procurou terapias alternativas e começou uma dieta especial.

Tevanian foi chefe de tecnologia da Apple até 2006 e era próximo de Jobs, tanto que foi o responsável pela organização da sua despedida de solteiro. Jobs faleceu em 5 de outubro com 56 anos de idade, depois de ter passado oito anos lutando contra um câncer de pâncreas.

Sobre a opção escolhida por Jobs, Tevanian declarou “ele sempre foi o tipo de pessoa capaz de se convencer de coisas que não eram necessariamente verdade, ou necessariamente fáceis. Muitos de nós que estávamos perto dele, incluindo eu, sua mulher e outras pessoas, dizíamos, ‘Sabe, Steve, talvez você devesse simplesmente fazer a cirurgia e acabar logo com isso’”.